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Feliz Ano... NOVO!! [Dec. 31st, 2007|02:34 am]
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[Current Mood |hopefulhopeful]



"Para você ganhar um belíssimo Ano Novo

cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido (mal vivido talvez, ou sem sentido)
para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
Novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa enviar nem receber mensagens (planta recebe sms? envia emails?);

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas.
Nem parvamente acreditar que, por decreto de esperança,
a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo,
eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."

Carlos Drummond de Andrade

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Texto perdido [Dec. 10th, 2007|04:39 pm]
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[Current Mood |depresseddepressed]

Este texto foi escrito há cerca de 2 meses. Na altura foi alvo de uma estúpida auto-censura e nunca viu a "luz do dia". Baseado numa entrada de um blog anónimo, foi reescrito à minha imagem... Fala de um passado que ainda está muito presente, de uma forma crua e despojada de auto-critica. Hoje reencontrei-o entre outos documentos e decidi limpar-lhe o pó para o colocar no seu devido lugar.

"Posso ser injusto e egoísta e duvidar de tudo. Acho que tenho esse direito. Posso insultar e odiar e desejar-te severos danos físicos... Posso expressar-me sem censuras, posso apontar culpas e ignorar desculpas, posso fugir sem pagar.

Posso tudo isto (eu sei que posso) porque sou eu quem tem de evitar acordar sem conseguir abrir os olhos. Sou eu quem tem de se intoxicar para não dar em louco, sou eu que tem de amarelar um sorriso para os outros. Tenho de ligar a televisão sempre que acordo indevidamente (e são tantas as noites). Tenho que me forçar a mastigar e engolir, com a garganta inchada, com o pescoço gelatinoso, com um buraco negro entre os pulmões. Sou eu quem não consegue parar de tremer, vivendo com esta sensação de "alzheimer". E acima de tudo, sinto em mim o direito de me auto-nomear o recordista universal da angústia, porque vivo dia e noite com esta dor insuportável no peito.

Porque não mais o meu tremor antecipará a tua pele, não mais a tua felicidade antecipará a minha, não mais os teus olhos irão brilhar nos meus. Não mais e muito menos, multiplicado por mil, mil, mil...
Mil horas de insónias, mil horas de cólicas, mil horas de coisas não ditas e coisas que não deviam ser ouvidas. Mil horas de "filmes" com imagens de terror, a mil ritmos diferentes. Mil dias revistos, mil dias reavaliados, mil dias questionados e mil dias deitados fora. Poucas perspectivas me pareceram tão autodesconfiantes como a que hoje se me apresenta. E é o hoje que aqui disseco. Poucas frases me fariam questionar a perspectiva como "nunca fui muito feliz contigo" (e tudo aquilo que a acompanha).

Pela 1ª vez descobri a puta do amor. 29 anos à espera deste "estranho estado de felicidade". Ficam incontaveis relações, perdidas na memória do tempo, que nunca roçaram o pulsar do meu peito. E nesse mesmo instante, ela desiste e larga da minha mão. Fica este vazio insuportável, a auto-punição, a revolta, a depressão. A mais cruel de todas as rejeições.

O que nos espera? A vida tal como ela é. E a certeza de que iremos renascer das cinzas, mais fortes que nunca! Basta viver um dia de cada vez."


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Lado negro da luz [Dec. 8th, 2007|12:36 am]
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[Current Mood |numbnumb]

Quero tanto escrever, mas estou demasiado esgotado. Corpo e mente.
O lado negro ainda tem um peso enorme dentro de mim. Mas também sinto que algo está a mudar.
No meio de tanto caos, surge uma força dentro de mim. Ainda caio, ainda me afundo com frequência. Ainda desespero por algo que nunca mais chega. Mas também existem momentos de uma tranquilidade desconhecida. Momentos de alegria pura. Momentos de serenidade. Momentos de confiança em mim e no meu futuro.

Talvez seja uma contradição. Mas nos últimos tempos a minha vida tem estado recheada de contradições. Deixou de haver espaço para o cinzento. Só há 8 ou 80. Tudo ou nada. Agora ou nunca. Tal como no jogo da corda, há dentro de mim 2 forças a puxarem em direcções opostas. O lado negro e o lado da luz (como diria o mestre Yoda). Só o tempo dirá para qual dos lados irei sucumbir.
</div>
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Sonhos Negros [Dec. 6th, 2007|01:25 am]
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[Current Mood |sleepysleepy]

Sempre sonhei muito!

Esta frase, ao contrário do que possa parecer, não resulta de uma análise filosófica. Se assim fosse, teria de narrar outra história. Mas neste caso falo dos sonhos que nascem entre a almofada e os lençois. Se bem que no meu caso eles tendem a surgir nos mais diversos locais, desde que me possa dar ao luxo de fechar os olhos e ter 5 minutos de repouso absoluto (tempo mais do que suficiente para eu vaguear a minha mente).
Li algures que todos nós sonhamos. A diferença está em quem se consegue lembrar (ou não) do que sonhou. Óbviamente tudo isto tem uma explicação cientifica. Mas não é de todo relevante para agora.
Para este texto só interessa um facto: eu sei que sonho muito!

Esta noite tive um sonho muito negro. Curiosamente não sinto que tenha sido um pesadelo... Foi um sonho, com um lado muito negro.

Sonhei que era violentamente espancado.

Foi tudo muito rápido. Não me lembro do Porquê. Só me lembro da violência. Também não me lembro de rostos. Mas deveria ser um grupo pequeno, talvez de 5 pessoas (não sei precisar) e que deveriam ter sensivelmente a mesma idade que eu.
Murros primeiro. Até eu cair. Depois pontapés. No rosto, lembro-me de levar com um chuto no rosto!!! Em todo o lado. Depois deixaram-me ali, estendido no chão... Senti a cara feita num "bolo", inchada, sem conseguir ver de uma vista e de me aperceber que também tinha perdido a audição do lado direito.

Depois surgiu uma criança muito nova, talvez com 4 ou 5 anos. Lembro-me de deduzir que era meu primo (ou prima, não entendi o sexo da criança), pois era muito parecida(o) com o meu primo F. quando tinha aquela idade.
Sorriu para mim, deitou-me a lingua de fora e eu fiz-lhe a mesma coisa. Estava ao colo de alguém que me era familiar, mas não percebi quem. Estavam num sofá e eu atrás deles. Disse-lhe que era muito bonita(o). A criança saiu dos braços do adulto (sinto que era uma mulher), trepou o sofá e veio para os meus braços. Lembro-me de sentir que todo o desconforto fisico do espancamento desaparecera.
A criança disse-me que tinha de dar um recado à minha mãe. Perguntei-lhe se sabia onde ela estava. Apontou-me para um lugar. Vi a minha mãe de longe. A criança sorriu de novo para mim e.... não me lembro de mais nada.

Há sonhos que não passam disso.
Há outros que, de tão intensos e claros, parecem trazer alguma espécie de mensagem.
Este sonho foi um desses casos. Qual a mensagem? Não faço ideia.
Talvez não seja por aqui, mas a verdade é que nos últimos tempos tenho gradualmente perdido o respeito pela minha vida. Como diz a letra de uma música: não quero morrer, mas também não morro de amores pela vida!
Enfim.. Foi só um sonho, um pouco negro talvez.

Vou dormir... E sonhar mais um pouco!
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Silêncio [Dec. 2nd, 2007|01:49 am]
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[Current Mood |tiredtired]

Gostar não basta! É preciso gestos, palavras, dedicação...

A noite estava fria, mas sentia-me tranquilo, alegre e bem disposto. Do Chiado ao Bairro é só um pulo. Caminhámos divertidos até ao mesmo restaurante onde, por mera coincidência, tivera outro jantar uma semana antes com 3 dos meus melhores amigos. Sentados à mesa para comemorar um aniversário, eramos um grupo de colegas. Mas por entre aqueles rostos vejo já marcas de amizades sinceras. Garrafas de vinho para eles, sangria para elas. Entre conversas parvas, fotos ridiculas e muita boa disposição, dou gargalhadas de pulmão cheio e percebo há quanto tempo não me ria assim.
Tu estás lá, mesmo ausente.Collapse )
Hibernei na esperança de só acordar num futuro distante, onde nada nem ninguém existisse. Os ponteiros começaram a girar e o meu corpo derreteu-se. 16 horas passaram!! Pequenos momentos de lucidez, sem reacção possivel. Percebo a loucura da noite anterior, mas já é tarde demais. Só o tempo me irá libertar desta prisão. Tenho de esperar que os quimicos se dissolvam e me devolvam o controlo do meu corpo.
Só com grande esforço me liberto do peso dos lençois, apenas para jantar e regressar ao unico lugar onde se faz silêncio.

Boa noite.
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Onde estou eu..? [Nov. 27th, 2007|04:59 pm]
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Por vezes o dificil não está em escolher um caminho, mas está em perceber "Onde é que Eu estou?!"
Se não tivermos atenção, torna-se muito fácil perdermo-nos de nós próprios...

Chambao - Ahi Estás Tu

http://www.youtube.com/watch?v=bGtuCQPJk6c

Dejate llevar, por las sensaciones

Que no ocupen en tu via, malas pasiones

Esa pregunta que te haces sin responder
Dentro de ti está la respuesta para saber
Tu eres el que decide el camino a escoger
Hay muchas cosas buenas y malas, elige bien
Que tu futuro se forma a base de decisiones
Y queremos alegrarte con estas canciones

Y ahí estás tu, tu...
Y ahí estás tu, tu...

Y es que yo canto porque a mi me gusta cantar
También tu bailas porque a ti te gusta bailar, tu...
Y es que yo canto porque a ti te gusta escuchar
Lo que yo canto porque así se puede bailar, tu ...
Y ahí estás tu...
Y a mi me gusta como bailas, tu...
Toa baila, toa baila
Y ahí estás tu...
Y a mi me gusta como te mueves, tu...
Toa baila, toa baila

Canto por el día, y en mañanas da alegría
Canta tu conmigo si quieres conmigo canta
Canto por las noches, cuando el lorenzo se esconde
Canta tu conmigo, si quieres conmigo canta
Canto pa los pobres que temprano se levantan
Canta tu conmigo, si quieres conmigo canta

Y ahí estás tu...
Y a mi me gusta como bailas, tu...
Toa baila, toa bailar

Y ahí estás tu...
Y a mi me gusta como te mueves, tu...
Toa baila, toa baila.
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Silence is Easy [Nov. 26th, 2007|12:35 am]
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Por vezes o silêncio é enganador.
Pode nos dar uma falsa noção de bem estar e adormecer o espírito. Depois passam os segundos, as horas, os dias... E lentamente deixamo-nos levar pela corrente, numa espécie sonolência intelectual. Não nos apetece pensar no assunto. Isso iria romper com o silêncio. Nada está resolvido, mas o cansaço é demasiado. Fazemos tudo por um pouco de paz. Mas estaremos dispostos a pagar o preço?

Starsailor - Silence is Easy
http://www.youtube.com/watch?v=bjCjkRoXLMk

Everybody says that their looking for a shelter,
Got a lot to give but I don't know how to help her,
I should just let it go till they learn how to grow,
And how to liberate.

Everybody says that she's looking for a shelter,
Got a lot to give but I don't know how I felt her,
They should just let it go till these cities learn to grow,
And how to liberate.

Silence is easy, it just becomes me,
You don't even know me, all lie about me.

Everybody says that I'm looking for a home now,
Looking for a boy or I'm looking for a girl now,
I can still let it go, I can still learn to grow,
Into a child again.

Silence is easy, it just becomes me,
You don't even know me, why lie about me.
Silence is easy, it just becomes me,
You don't even know me, why do you hate me.


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Escrita solta... [Nov. 15th, 2007|10:47 pm]
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[Current Mood |indescribableindescribable]

Tenho vontade de escrever, vontade de saltar, vontade de gritar bem alto. Nao sei, nem quero saber. Falo porque sim, nao digo nada. So assim faz sentido.
- E tu quem és?
- Não sei. Sou assim, nao sou nada
- Foste embora, e agora?
- Ficas tu.
- ...sozinho.
- Não!
- Vais voltar?
- Tu tambem.
- Mas agora...?
- Não!
- Para onde vais?
- Não sei...
Apaga tudo.
Escreve de novo.
nao pares. escreve o que te vier à cabeça, nao mudes nada, faz assim, continua, nao te obrigues a dizer nada, fala assim, sempre, sem parar, alguma coisa ha de te vir a mente, algo que importe, que deva ser dito, tens algo para dizer, diz, nao fiques calado. nao me deixes aqui assim. faz por ti, nao mudes, deixa de ...... o que queres? pensa bem, olha  a tua volta, ve o mundo, nao lutes tanto, deixa-te ir, é natural gostares de ti assim, abre-te mais, luta, nao te escondas, vai a luta, mostra o que vales, assim nao vais la, escolhe, muda, decide, faz, mas nao te deixes abater por estares sozinho, mostra quem és e so assim serás feliz. da-te aos outros, eles sabem quem és. vai luis. mae
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Para ti Luis [Nov. 14th, 2007|12:28 am]
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[Current Mood |thoughtfulthoughtful]

É estranho... Hoje não existe nada para escrever. Nenhum tema para dissertar. Mesmo assim sinto-me com vontade de estar aqui, em frente deste ecran negro. Gosto de escrever assim: fundo preto, letras cinza. À noite, com pouca luz, e o silêncio no volume máximo!

É que eu distraio-me com facilidade. Um defeito que me acompanha desde miúdo.

O meu pai bem se esforçava "Não te levantas desta cadeira até acabares isso!"
Ok.
Mas esqueceste de me dizer que a cadeira não era o meu posto de comando! E que o chão não era lava a escaldar. Nem muito menos que se eu lhe tocasse não perdia o jogo. Tal como a borracha não era uma nave espacial que precisava ser resgatada, depois de ter voado de forma sublime, da ponta da regua ate ao chão...
Tens de perceber que o mundo dependia da minha perícia!
Mesmo que para isso eu tivesse de me virar de cabeça para baixo e equilibrar-me com uma perna presa à cadeira, outra na mesa.
Mas eu tinha de conseguir recuperar a nave lá do fuuuuundo...  Felizmente todas as missões eram concluidas com sucesso e distinção.

Tenho saudades desse miúdo. Era feliz na sua inocência.
Ás vezes olho para as fotos e não me reconheço. Para onde foi aquele puto traquinas, aquele palhacito de brilho nos olhos, que usava o sorriso de forma fácil e era feliz... só porque sim?! Gostava de voltar atrás no tempo e brincar com ele. Fazer parte do seu mundo, tão inocente e creativo.

Mas não posso... Tenho de crescer.
Sabes, o mundo seria tão mais fácil se fosse da cor dos teus olhos. Eu sei, lembro-me bem das promessas que te fiz. Não penses que foram em vão os momentos em que te calaste. Ainda sinto a tua dor, o teu desespero por viver num silêncio macabro. Olha para mim, escuta-me! Vamos ser felizes. Acredita em mim! Não tens de parar de sonhar. Só tens de acreditar em ti. Eu amo-te! Muito! Dá-me a tua mão, não tenhas medo...

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Parecia bom demais [Nov. 11th, 2007|01:39 pm]
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[Current Mood |angryangry]

Andava há semanas entusiasmado com a ideia de experimentar Arborismo. Devia ter sido em Setembro, mas o tempo não quis nada conosco e tivemos de adiar. Felizmente o S. Pedro tem estado a esticar o Verão e tudo fazia crer que desta vez ele não nos ia desiludir. Sábado acordei com um sol imenso lá fora e pensei "Vai ser um dia em grande!!"
Sorriso no rosto, roupa confortável, uma máquina fotográfica xpto e muita vontade de me divertir. Com tudo pronto (e já atrasado, como sempre) fiz-me a caminho.
Não tinha percorrido nem 3kms do IC30 quando sinto um solavanco no carro. De repente sinto como se o volante e os travões tivessem congelado. Sou obrigado a fazer bastante força para conseguir obter algum tipo de resposta. Apesar da velocidade ser razoàvel, o motor "morre" de imediato e aos poucos o carro vai abrandando. Felizmente vejo uma bomba de gasolina a aproximar-se e consigo guiar até lá. Sou obrigado a usar o travão de mão para imobilizar o carro.
Respiro fundo. Penso "Calma, foi só um susto. Espera uns segundos e dá à chave..." Mas ouço apenas um som eléctrico, do motor não há qualquer sinal de vida. E pronto, da perspectiva de uma tarde fantástica, passo para um pesadelo.
Só me restava uma alternativa: ligar à companhia de seguros e solicitar um reboque. É nestas alturas que dava jeito ser gaija! Tinha logo 2 ou 3 "mecânicos" a expreitar o motor. Assim tive de levar com um tipo de trombas, que lá me fez o "favor" de levar o carro até a oficina.
Assim que lá chegamos, bastaram apenas alguns segundos para o diagnóstico ficar feito: a correia de transmissão foi à vida! E com ela outras partes do motor... Orçamento inicial: o arranjo não deve ficar muito longe dos €700!

Como diria alguém que eu conheço "Oh vidinha injusta!!!" Há menos de 2 meses já tinham sido €300 para os travões e mais €250 para renovar o seguro.
Só depois de ter nas minhas mãos um orçamento final é que irei decidir o que fazer.
Mas prevejo que irei ficar sem carro nos próximos tempos...

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Antes... e agora [Nov. 7th, 2007|12:07 am]
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Para mudar é preciso esforço. É preciso força de vontade. Porque mais do que tomar uma decisão, temos de lutar contra nós próprios. Contra velhos hábitos, gestos adquiridos, atitudes impulsivas e reacções superficiais.
O primeiro passo é sem dúvida termos presente que existe sempre uma escolha.
Mas o passo seguinte é o mais dificil: escolher fazer diferente! E fazer diferente, mesmo!
Se antes gritava, agora respiro fundo. Se antes ficava imóvel, agora tomo a iniciativa. Se antes mandava "bocas", agora peço compreensão. Se antes virava as costas, agora olho nos olhos. Se antes implicava com os defeitos, agora respeito as diferenças. Se antes fugia... agora fico, sem vontade de partir.

Fazer diferente exige força de vontade e muita paciência. Não se muda da noite para o dia. Mas a vida é feita de constantes mutações. Um dia seremos apenas pó. Até lá, só nós decidimos aquilo em que nos queremos transformar!!

Eu quero ser um Leão!!! Destemido, corajoso, forte, paciente e sensato.
Posso?!?! :P
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Abraço de irmão [Nov. 1st, 2007|05:25 pm]
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Há momentos que passam muito rápido, mas de tão especiais conseguem nos marcar para sempre.
 
Era de manhã e o meu irmão preparava-se para sair. Ouvi-o descer as escadas e passar para a cozinha. Levantei-me com as pernas a tremer, amparei-me nas paredes até me encontrar na mesa. Ele olhou com ar de espanto. Disse-lhe: "Eu sei que pode parecer estranho, mas... queria pedir-te um abraço"
Por momentos esitou, surpreendido com o pedido. Depois deu dois passos, estendeu os braços e abraçou-me.
Achei curioso a forma natural como nos encaixámos... Somos irmãos de verdade!
Foram poucos segundos, mas ainda sinto aquele abraço. Todo o meu corpo tremia. Ele percebeu e perguntou-me "Que foi? O que é tens?!" Dei um passo atrás, encostei-me à bancada e tentei abrir um pouco do meu mundo. Falei pouco, o sufeciente para ele entender. Depois comentou e aconselhou.
 
Por mais que tente procurar nas minhas memórias, não encontro nenhum outro momento semelhante a este. Por isso julgo não estar errado se vos disser que, pela 1ª vez, eu e o meu irmão demos um abraço!
 
Pedaço a pedaço, crio um mundo novo!
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Podemos optar... [Oct. 31st, 2007|03:31 pm]
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[Current Mood |determineddetermined]

O medo é uma força que nos consume. Tem o poder de contaminar tudo o que toca.
Mas pode ser diferente!! Cada vez mais percebo que temos sempre o poder da opção.

Há cada vez mais quem acredite que não há verdadeiramente escolhas. Limitamo-nos a reagir em vez de responder. Tem de ser tudo imediato, agora, já!! Não há tempo para parar e analisar as nossas emoções. Reagimos com base no que está à superficie, sem procurar entender melhor o que nos move.

Mas há um modo melhor de viver!

Em qualquer altura da nossa vida, podemos sempre fazer uma opção.
O que é realmente importante para mim? Viver no passado, ou construir o futuro? A mão direita ou a esquerda?

Quero que fique claro: não há nenhum mal em recordar o passado. Por vezes é mesmo muito saudável. Apenas não podemos deixar que se aproprie do nosso presente.
Seja bom ou mau, cada vez que mexemos no baú das recordações, fazemos pequenas viagens no tempo. E por momentos deixamos de viver o agora. Repito: não há nenhum mal nisso!! O mal está em manter o baú aberto o tempo inteiro. Ficamos presos, sem aproveitar o que temos mesmo à nossa frente.

Não é facil perceber que esta escolha existe dentro de nós, mas ela existe!
Uma conversa, uma foto, um lugar. E do nada surge-nos uma memória do passado. Aconteceu há 2 dias, há 1 semana, ha 1 ano. E agora? Deixo que ela se alimente da minha energia? Ou reduzo-a à sua real importância?
Há um passado bom que vale apena manter vivo. Mas há outro com o qual temos de fazer as pazes e largar, antes que nos consuma por completo.

Nada disto é fácil. Mas é muito importante conseguir manter presente na nossa mente que temos sempre uma opção. E por vezes basta isso para iniciar um processo de mudança dentro de nós.

Eu escolhi acreditar! Acreditar cada vez mais em mim, naquilo que sinto e naquilo que quero.
Sempre com plena noção de que não existem certezas absolutas e de que por vezes é mesmo preciso dar um salto no escuro!
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Há coisas ridiculas, não há? [Mar. 9th, 2007|07:24 pm]
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[Current Mood |cheerfulcheerful]

A última vez que eu tinha entrado naquela farmácia, fora no verão em 2005, para visistar uma amiga. Ela estava ali a substituir-me, depois de eu lá ter estado a trabalhar durante 1 mês.
Apesar de ficar a 2 min da minha casa, nunca mais lá tinha regressado. Não por falta de motivos (dos quais arranjava modo de evitar), mas simplesmente por complexos absurdos.
Passo a explicar: como é natural, a farmácia é daqueles locais onde não temos própriamente vontade de voltar com muita frequência. E apesar de ter guardado excelentes memórias das pessoas com quem trabalhei, acabei por não fazer a tal visita que ficou prometida. Com o passar do tempo comecei a sentir-me culpado por essa falha. Mas em vez de arranjar uma desculpa para passar por lá, quanto mais o tempo passava, maior era o meu complexo em lá voltar.
Ontem a minha mãe pediu-me para passar por uma farmácia e comprar uns comprimidos. É claro que eu podia ter optado por qualquer outra que ficasse a caminho...

"Quebrar a rotina!"

Hoje parece-me um bom dia para dar um pontapé a mim mesmo. E pronto, lá fui eu. Quando estava mesmo quase a entrar, engoli em seco. O drama, o horror, a tragédia...
Olhei para os balcões. Das pessoas com quem trabalhei, só estava o Sr. Jorge. E foi mesmo ele quem me atendeu. Cumprimentou-me. Reconheceu-me, mas já não se lembrava de onde.
- "Ahh, claro, claro! Como o tempo voa... Então o que vai ser?"
Receita aviada com a simpatia do costume. Quando entregou o saco:
- "Fiz-lhe aqui um pequeno desconto"
Menos 20% no preço dos comprimidos. Saí de lá com um sentimento de alívio e outro de "idiotice".

Há coisas ridiculas, não há?
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Onde pertenço na vida [Mar. 8th, 2007|06:03 pm]
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Quando tudo começou, eu não tinha nada para dizer.
Deixava-me simplesmente perder no vazio dentro de mim. Estava confuso.
Finalmente consegui exprimir o que sinto e apercebi-me que não sou o unico a sentir desta forma.
Mas tudo aquilo que as palavras revelaram, foi que a unica realidade que me resta, é um enorme vazio e a completa solidão.
 
E a culpa é apenas minha...
 
Quero curar-me, quero sentir o que nunca julguei ser real...
Quero libertar-me da dor que guardei durante tanto tempo.
Quero curar-me, quero sentir-me perto de algo que real...
Quero encontrar algo que sempre procurei: o lugar onde eu pertenço.
 
E nada tenho a dizer em minha defesa, nem acredito que ainda aqui estou...
Procuro resposta em toda a parte, só para descobrir que nada é como eu tinha imaginado.
Acumulo pessimismo, sem conseguir justificar o modo como todos olham para mim...
Nada a perder, vazio e sozinho.
 
E a culpa é apenas minha...
 
Eu nunca saberei quem sou até percorrer esta estrada sozinho;
Nunca sentirei nada mais, até as minhas feridas estarem saradas;
Nunca serei nada, até me libertar de mim próprio.
E eu irei libertar-me... para me reencontrar de novo!
Quero curar-me, quero sentir que estou onde pertenço
 
  • Este texto é a melhor descrição possivel do que estou a viver. Trata-se de uma tradução livre da letra de uma música do grupo Linkin Park chamada "Somewhere I Beloing". Se tiverem oportunidade, ouçam a música.
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Admiro a mulher que foste, és e serás... [Mar. 8th, 2007|05:10 pm]
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[Current Mood |depresseddepressed]

Todos os meus amigos dizem-me "Não leias, só te faz mal".
Mas eu não resisto. É a primeira coisa que faço quando estou aqui.
Vou à tua procura, à procura de qualquer coisa que me fale de ti. E em tudo que leio, em cada texto teu, há sempre palavras amargas, cheias de desprezo por mim e por tudo aquilo que hoje significo para ti.
Sinto a pulsão acelerar, um suor frio no corpo, um nó na garganta... Mas resisto à tentação de comentar. Tens direito à tua dor e a manifesta-la da forma que bem entenderes.
Por isso calo-me e engulo em seco. Deixo-me ir a baixo novamente. Sinto-me um pouco masoquista.
Mas há um lado bom desta dor, deste masoquismo.
Mantém-me "acordado", relembra-me do passado e do quanto quero um futuro diferente.

Hoje é o dia da mulher.
Um brinde à minha mãe, às minhas amigas... e a ti!
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Todos os dias, fazer algo de novo! [Mar. 6th, 2007|06:13 pm]
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[Current Mood |determineddetermined]

Há uma frase que não me sai da cabeça: "Breaking the habit" - Quebrar a rotina!
Esse é neste momento o meu lema.
Conseguir fazer algo todos os dias que me faça sentir que estou realmente a mudar a minha vida.
Eu sei que preciso fazer grandes mudanças. E para isso conto com a ajuda dos meus amigos (que pela primeira vez viram-me pedir ajuda) e em breve com o aconselhamento profissional. Mas se ficar (novamente) à espera nada irá acontecer. Se me deixar arrastar pela rotina, em breve darei por mim a sufocar, a destruir-me por dentro, sem qualquer rumo ou esperança.
Quebrar a rotina!!!
  • Comecei por fazer uma limpeza de primavera (um pouco antecipada, mas necessária) à minha vida. Deitar fora o que não preciso, limpar o pó e organizar o que fica para dar espaço a coisas novas.
  • Decidi escrever mais, libertar os meus pensamentos. Sempre gostei de escrever. já perdi a conta à quantidade de vezes que comecei um diário. Mas desistia passado pouco tempo... Não gosto de escrever à mão. Todo aquele tempo que passa entre um pensamento e o lento desenhar das letras, já mil ideias se perderam. Foi só quando encontrei o fantástico mundo dos blogs que consegui escrever com mais frequência. Consigo escrever a grande velocidade (fruto de anos a teclar na net) e o simples processo de corrigir, apagar e voltar a escrever fica apenas à distancia de um *click*.
  • Criar prioridades e escreve-las! Concentração é a chave de tudo que fazemos na vida (Por incrivel que pareça, ouvi isto numa telenovela). Faz todo sentido. Especialmente para alguém que tem uma capacidade de concentração tão reduzida quanto a minha. Preciso concentrar-me no que realmente é importante para a minha vida. Se tiver tempo para o resto, tanto melhor...
Pode parecer pouco, mas já é muito. O suficiente para sentir dentro de mim o que há muito não sentia: esperança no meu futuro!
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2º passo: pedir uma mão amiga [Mar. 5th, 2007|08:15 pm]
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[Current Mood |thankfulthankful]

Dizem que o primeiro passo para a cura, é admitir que estamos doentes.
Mas para mim esse passo não me levou a lado nenhum. Porque entre admitir que não estava bem e perceber que sozinho nunca iria conseguir encontrar a cura, passaram anos... E durante esse tempo perdi muitas oportunidades de ser realmente feliz.
Pelo o tempo que perdi, nada posso fazer.
Mas tenho o tempo que me resta para dar algum significado à minha vida.

Por isso esta noite fui ter com aqueles que sempre estiveram ao meu lado, mesmo apesar de eu nunca os ter procurado.
Falei de mim, do verdadeiro eu. Das minhas mentiras, dos meus erros, de quem desiludi e fiz sofrer e da dor que sinto por viver assim...
Disse-lhes sem rodeios "Preciso de ajuda. Sozinho não consigo. Não quero viver mais assim."
Disseram-me "Nós sabemos que tu és, sempre soubemos. E é de TI que gostamos, não de quem tentas parecer... Estamos aqui para te ajudar."
E pela primeira vez viram-me de lágrimas nos olhos.

Disseste-me "Não sabes a sorte que tens em ter amigos assim."
Sempre soube. Mas o medo em desiludi-los impedia-me de procura-los. Esta noite quebrei essa rotina e encontrei diversas mãos estendidas, prontas para me ajudar.

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1º passo: Quebrar a rotina... [Mar. 5th, 2007|04:26 pm]
"º]|[º"
[Current Mood |determineddetermined]

Por vezes encontramos músicas nos momentos certos, que transportam dentro de si todas as palavras que tentamos exprimir mas que não encontramos o melhor modo de as dizer. Esta música exprime tudo o que sinto neste momento...

Memories consume
Like opening the wound
I’m picking me apart again
You all assume
I’m safe here in my room
(unless I try to start again)

I don’t want to be the one
The battles always choose
‘Cause inside I realize
That I’m the one confused

I don’t know what’s worth fighting for
Or why I have to scream
I don’t know why I instigate
And say what I don't mean
I don’t know how I got this way
I know it’s not alright
So I’m Breaking the habit

Tonight

Clutching my cure
I tightly lock the door
I try to catch my breath again
I hurt much more
Than anytime before
I had no options left again

I’ll paint it on the walls
‘Cause I’m the one at fault
I’ll never fight again
And this is how it ends

I don’t know what’s worth fighting for
Or why I have to scream
But now I have some clarity
To show you what I mean
I don’t know how I got this
I’ll never be alright
So I’m Breaking the habit
Breaking the habit
Tonight

Breaking the habit - Linkin Park

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Amanhã... [Feb. 24th, 2007|06:39 pm]
"º]|[º"
[Current Mood |contemplativecontemplative]

...é o primeiro dia, do resto da minha vida!
 
Por isso, hoje será o último daquilo que ficou...
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