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A última vez que eu tinha entrado naquela farmácia, fora no verão em 2005, para visistar uma amiga. Ela estava ali a substituir-me, depois de eu lá ter estado a trabalhar durante 1 mês. Apesar de ficar a 2 min da minha casa, nunca mais lá tinha regressado. Não por falta de motivos (dos quais arranjava modo de evitar), mas simplesmente por complexos absurdos. Passo a explicar: como é natural, a farmácia é daqueles locais onde não temos própriamente vontade de voltar com muita frequência. E apesar de ter guardado excelentes memórias das pessoas com quem trabalhei, acabei por não fazer a tal visita que ficou prometida. Com o passar do tempo comecei a sentir-me culpado por essa falha. Mas em vez de arranjar uma desculpa para passar por lá, quanto mais o tempo passava, maior era o meu complexo em lá voltar. Ontem a minha mãe pediu-me para passar por uma farmácia e comprar uns comprimidos. É claro que eu podia ter optado por qualquer outra que ficasse a caminho...
"Quebrar a rotina!"
Hoje parece-me um bom dia para dar um pontapé a mim mesmo. E pronto, lá fui eu. Quando estava mesmo quase a entrar, engoli em seco. O drama, o horror, a tragédia... Olhei para os balcões. Das pessoas com quem trabalhei, só estava o Sr. Jorge. E foi mesmo ele quem me atendeu. Cumprimentou-me. Reconheceu-me, mas já não se lembrava de onde. - "Ahh, claro, claro! Como o tempo voa... Então o que vai ser?" Receita aviada com a simpatia do costume. Quando entregou o saco: - "Fiz-lhe aqui um pequeno desconto" Menos 20% no preço dos comprimidos. Saí de lá com um sentimento de alívio e outro de "idiotice".
Há coisas ridiculas, não há?
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